De carona no equipamento do recordista mundial Frank Thomas Brown, pedimos algumas dicas para aqueles que desejam se aventurar com segurança pelos céus, pendurados em um parapente.

O que é?
Costuma-se dizer por aí que parapente é uma mistura de asa delta com pára-quedismo. Aos olhos de quem está em terra firme, pode mesmo confundido com um salto de pára-quedas; porém, quando as curvas do aeroplano riscam o céu, notamos algo diferente. É um vôo dinâmico que, apesar de depender das vontades da natureza, exige controle manual do piloto. Suspenso por linhas de fibra sintética ultra-resistentes, o parapentista pode manipular a progressão e a direção do vôo, executando manobras pelo ar ou percorrendo distâncias que podem chegar a mais de 400 quilômetros.
Onde e Como?
A primeira dica de Frank Brown é simples e essencial: procure um instrutor credenciado por alguma das federações da Associação Brasileira de Parapente. Ele é quem dará as coordenadas para você ter uma primeira decolagem tranqüila. Cabe ao professor escolher um lugar seguro que tenha as condições ideais para se praticar o esporte radical – clima seco e ventos fracos são boas pedidas. O começo ou o final do dia, quando o sol costuma dar uma trégua, são os melhores horários para voar, adianta o capixaba de nome gringo, Frank. Consultado um profissional, proteja seu corpo e se despeça do solo!
Equipe-se
Antes de tudo, você precisa adquirir um capacete. Logo depois, já se pode pensar no conjunto básico do parapentismo, que é dividido em três partes: velame, selete e páraquedas reserva. Frank ainda recomenda o uso de rádio de comunicação aos iniciantes, além dos óculos escuros para proteger os olhos dos raios de sol. Alguns atletas mais experientes também usam macacões, botas especializadas e GPS (sistema de posicionamento por satélite).
Mais Infos
Cross Country é a mais popular das modalidades do parapente. Consiste, basicamente, em percorrer determinadas distâncias no menor espaço de tempo possível. A Acrobacia, por sua vez, é mais recente e envolve uma técnica mais apurada de vôo. Atualmente, diversos cursos específicos para ambas categorias estão disponíveis no mercado. Para saber mais detalhes e instruções, acesse o site da Associação Brasileira de Parapente:
www.abp.esp.br
“Vocês viram meu espiral alucinante?”
“Não teve jeito, dei uma arborizada...”
“Ele está estampando lá em cima”
Espiral é o giro positivo do parapente, em uma das manobas básicas • Um pouso que termina nas árvores é conhecido como arborizada • Se parapentista some nas alturas e vira apenas um minúsculo ponto no céu, ele está estampado.
Caso – remota possibilidade – um vendaval te leve para a mata selvagem, um GPS traria você de volta para casa. Já o variômetro serve para medir taxa de subida e descida (em m/s), temperatura ambiente e pressão atmosférica.
Velame é a maior parte do equipamento, onde se localizam a vela, a linha, o estabilizador e os tirantes (elevadores), ou seja, tudo aquilo que faz o piloto planar. O exemplar Ellus 2 da Sol Paragliders é altamente recomendado para iniciantes e iniciados.
Esperamos que você nunca precise usar um, mas a presença do pára-quedas reserva no selete é imprescindível por aqueles que amam a vida.


